A Polícia Federal deflagrou na quinta-feira (17) a operação policial “JOGADA ENSAIADA” com o objetivo de aprofundar as investigações em relação a um esquema criminoso envolvendo a manipulação de resultados esportivos, em especial no âmbito do Campeonato Sergipano de futebol masculino, Série A2, do ano de 2022.
Durante a operação foram cumpridos 13 mandados de buscas nas cidades de Aracaju, Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro, Simão Dias, Boquim, Riachão do Dantas e São Domingos, todas no Estado de Sergipe, além das cidades de Salvador (BA) Curitiba (PR) e São Gonçalo (RJ). Três prisões preventivas foram realizadas em Sergipe e uma no Rio de Janeiro.
O modo de agir do grupo pode ser assim discriminado:
• Sabendo-se que um determinado jogo será transmitido através de uma plataforma virtual ou da televisão, são realizadas apostas envolvendo o resultado em si e as quantidades de escanteios, laterais, expulsões e gols contra; tudo isso dentro de um determinado intervalo de tempo.
• A aposta é garantida porque determinados jogadores, treinadores e dirigentes já acertaram previamente com o fraudador como se dará o resultado.
• O fraudador, que atua como aliciador, procura tanto técnicos, quanto dirigentes e/ou, principalmente, jogadores que possam influenciar diretamente nos resultados, a exemplo de goleiros e defensores.
• Dirigentes esportivos convidam treinadores de outros estados que tenham um histórico de já ter atuado em partidas manipuladas.
• Os treinadores, por sua vez, indicam à contratação jogadores com quem já tenham trabalhado e feito a manipulação em outros campeonatos.
A manipulação de resultados esportivos é prática capitulada como crime no ordenamento jurídico pátrio, mais precisamente nos arts. 41-C, 41-D e 41-E da Lei nº 10.671/2003, e vem se disseminando rapidamente no Brasil, havendo claros indicativos de atuação de organizações criminosas, inclusive com tentáculos interestaduais e mesmo internacionais, na manipulação de eventos esportivos em território nacional, bem como do recrudescimento do mercado de apostas clandestinas relacionadas ao futebol, inclusive com a paulatina migração das estruturas criminosas tradicionalmente ligadas ao jogo do bicho para as apostas esportivas.
Tais circunstâncias levaram a Polícia Federal a obter autorização, com base na Lei 10.446/2002, para realizar a investigação dos delitos de manipulação de resultados esportivos (arts. 41-C, 41-D e 41-E da Lei nº 10.671/2003).
Da Redação: Com informações da PF/SE
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Sidney Araújo, presidente do Estanciano, de Sergipe, pediu afastamento do cargo nesta segunda-feira (08) após denúncia de manipulação de resultado na Copa São Paulo de Futebol Júnior.
Áudios com suposto envolvimento do dirigente, além de quatro jogadores do time e de um suposto representante de empresários chineses circularam na cidade de Itapira (SP), onde o clube disputa o Grupo 19 da competição de base com o seu time sub-19.
Os empresários teriam oferecido R$ 7 mil ao treinador Ricardo Pereira para que o time perdesse o jogo de estreia contra o Itapirense-SP. O Estanciano receberia também R$ 30 mil no acordo. Na véspera do jogo contra o Fortaleza, no último domingo, pela segunda rodada, Ricardo Pereira deixou a equipe, alegando que não entraria no esquema. O auxiliar Viola assumiu o cargo às pressas.
O Estanciano está eliminado do torneio depois de perder o jogo de estreia para o Itapirense por 3 a 2 e também para o Fortaleza pelo mesmo placar.
O dirigente informou o afastamento em nota oficial divulgada nas redes sociais e entregue ao Conselho Deliberativo do clube. O vice-presidente José Welligton assume o cargo. De acordo com a nota, Sidney Araújo pretende “demonstrar quem são os verdadeiros culpados pelas falsas denúncias e quem são os verdadeiros corruptos envolvidos nos fatos ocorridos na cidade de Itapira, durante a Copa São Paulo”.
Da redação: Futebol Interior (www.futebolinterior.com.br)
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Agentes civis do Setor de Entorpecentes da Delegacia Regional do município de Itabaiana, sob a coordenação do delegado Marcelo Hercos, deflagraram na noite de quinta-feira, dia 7, uma operação no bairro Bananeira, periferia da cidade serrana do Agreste de Sergipe, que resultou na desativação de manipulação de drogas e apreensão de entorpecentes e arma de fogo, além da prisão de José Nilton Leite de Meneses, 39 anos.
A operação teve início a partir de uma denúncia e para que nada desse errado, uma equipe seguiu para uma residência aparentemente fechada, enquanto outra equipe de investigadores realização o acompanhamento tático do suspeito e sua consequente prisão. Na casa não havia móveis, porém em um dos quartos os policiais encontraram três prensas, quatro quilos de cocaína, dois quilos de crack e uma metralhadora com silenciador, calibre ponto 40, de uso exclusivo das forças armadas.
Na residência de Nilton, que fica vizinha a casa supostamente abandonada, os agentes apreenderam creatina, produto utilizando por traficantes para misturar na droga e manter certas características de estimulantes, como também foi apreendido centenas de cápsulas vazias, utilizadas para o acondicionamento do entorpecente.
De acordo informações da polícia, Nilton é considerado um dos principais traficantes de Itabaiana, junto com outro que já se encontra preso, e apesar de todas as provas levantadas pelos investigadores, ele nega ser o dono da droga. De posse do suspeito, foi encontrada uma das chaves que abria a porta da casa onde o entorpecente era refinado. Ainda segundo a polícia, José Nilton também é envolvido com a prática de agiotagem e já esteve preso por tráfico de drogas.
Durante o detalhamento da operação, o delegado Marcelo Hercos revelou que a polícia continuará investigando outros suspeitos, possíveis parceiros de José Nilton. Em apenas três meses à frente da coordenação da Delegacia Regional de Itabaiana, o delegado já contabiliza 55 prisões no município serrano.
Da redação: Gilson de Oliveira, Mais Notícias com informações da Ascom da SSP/SE
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